Uma noite mal dormida
Meia noite, lua cheia amarelada. Alice anda sosinha no meio da rua com uma gararfa de vodka. Ela está pensando em seu namorado, o cafageste a deixou sosinha na praça e foi para a cama com outra, provavelmente. A depreção e o cansaço corroem seu olho de forma que, de tão embreagada, Alice cai no chão e começa a chorrar pelo passado mal aproveitado. Ela se levanta e chega em seu ponto de ônibus onde alguns adolescentes, aproximadamente 15 anos, se divertiam à base de trapalhadas de um amigo já bêbado. “como eu era feliz”, pensa a moça de 21 anos se questionando se deveria enturmar-se, decidiu por ficar quieta. Pegou o ônibus, já eram duas da manhã e ainda não chegara em casa, seu ponto era o próximo. A moça embriagada deçe do monstro de rodas e, em busca de achar suas chaves, abre a bolça e resmunga algumas palavras emboladas e de difícil compreenção. Vitória, as chavez já estão em suas mãos e o porteiro abre a porta comprimentando-a. - boa noite dona Alice -boa noite Rubens Subiu 22 lançes de escadas, ela não gostava de elevadores. Chegou em casa, abriu a porta, tirou os sapatos e se jogou em sua cama de casal desarrumada. Dormiu assim mesmo: de vestido preto, com suas pulçeiras exageradas e uma dor de cabeça horrível, aquela cidade não era mais para ela. A depreção voltou com força, ela não sai da cama a cinco dias, o coração de uma menina tão linda virou cinzas. Ela não quer mais viver, não quer mais pensar, não quer mais sofrer. Esses pensamentos de suicidio não lhe saem da cabeça, será que ela tem coragem? A faca continua na mão, mas ela não consegue fazer nada, ainda. O telefone não parava de tocar, Renan estava preocupado: faz tres dias que ele e as amigas dela ligam e ninguem atende. “O que deve ter acontecido? Chega dessa brincadeirinha, vou ligar para a Paula e ir com ela até na casa da Alice” Chegaram, os dois, no apartamento da menina. Não sabiam o que esperar, conferiram se a chave reserva estava dentro do vaso com uma planta que Renan dera para ela. O vaso estava quebrado e a chave desaparecera. Renan não aguentou o nervosismo e chutou a porta, de novo e denovo até que ela fosse arrombada. A porta quebrou, os dois estão lá dentro mas…onde está a Alice? - o banheiro está cheio de água! O que tá acontecendo? -vamos lá! A água estava estranha, avermelhada com um cheiro estranho. Os dois abriram a porta e viram baratas e ratos correndo para se esconderem. De repente, o desespero virou horror: Um corte no pescoço dentro da banheira. Ela avia suicidado com uma carta à Renan: “Renan Ao leito de morte escrevo-lhe, pois, para lhe dizer que não consegui. Não tomei minha infelicidade com a felicidade. Para mim, montanhas não são feitas para serem escaladas, desisti na primeira que encontrei. Eu pude trincar a terra toda, e senti a felicidade por um único e breve momento. Mas eu nem sempre quis ser feliz, pois me sinto mais segura junto à infelicidade. Não tenho mais nada o que falar à você, o resto foi demonstrado! Siguemos nossas vidas, cada um de seu jeito. Meu jeito foi esse: Morrer! Esse foi o meu destino… Agora, no meu leito, vivo, ou melhor, morro mais feliz. Agora, não há nada de que ser feito, apenas VIVER”
16:44
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